DIOCESE
DE PATOS

Voto não tem preço, tem consequência

Na rotina atribulada do dia a dia e na alta concorrência do mercado de trabalho, estamos cada vez mais investindo em nosso desenvolvimento pessoal e na capacitação profissional. E de que forma investimos nosso tempo ou nos envolvemos para a busca da melhoria na qualidade de vida de nossa comunidade, bairro, cidade? Mudar, o que não nos satisfaz, somente é possível com ação, e na política isso ainda é mais importante.

A política está presente na vida das pessoas diariamente, inclusive para aqueles que acreditam que não se envolvem com o tema. Entender a importância da participação e o poder de transformação social existente na ação de participar de forma correta é fundamental. Discutir a política em todos os níveis da sociedade é o desafio, levar esta discussão para dentro da casa de todos é o objetivo e criar uma nova cultura política para uma nova geração é a estratégia.

Dia 02 de outubro teremos eleições municipais, que maravilha de oportunidade!
Escolheremos prefeitos e vereadores; que em minha opinião é a primeira classe de políticos; explico melhor; são os políticos com o maior poder de influência na relação eleitor e o estado; são os que estão mais perto do cidadão e por consequência podem e certamente tem o dever de atender as suas necessidades de forma rápida, objetiva e profissional, quando não de forma até customizada, única, individual.

Quando me refiro a grande oportunidade que teremos agora em 2016 é simplesmente porque nós eleitores podemos fazer a diferença – vale ressaltar que somos os únicos com esse poder – na qualidade da representatividade política que temos hoje.
Talvez eu não consiga muitas vozes contrárias a afirmação que o povo brasileiro, em sua maioria, não está satisfeito com a qualidade dos serviços prestados por seus representantes políticos, em qualquer esfera de governo; federal, estadual ou municipal. Mas o interessante é perceber que temos que “dar a mão à palmatória” porque não podemos responsabilizar ninguém, a falha é nossa!

Isso mesmo, nós erramos em dar a permissão de sermos representados por pessoas que não conseguem atender as demandas que temos, não estão preparados para isso e nós não conseguimos sequer nos lembrar em quem votamos na última eleição e se 1 em cada 10 conseguem saber em quem votou, certamente não conseguirá responder se o seu representante atendeu as suas expectativas e por quê.

A baixa participação política, o desinteresse popular pela política, esta aversão quase que unânime (que por sorte está mudando) é o nosso câncer. Uma pesquisa da AMB – Associação dos Magistrados do Brasil e do Instituto Vox Populi identificou que 12% dos eleitores não acreditam que o povo não é o principal beneficiário da política e 1/3 não votaria se o voto não fosse obrigatório.

Como isso é preocupante, a alienação não resolve os problemas, nem na política e tão pouco na vida. Somos uma democracia muito jovem, ainda estamos aprendendo a navegar nestas águas, para nós inóspitas, porém isso não pode ser a desculpa para a ignorância política, que de todas é a mais perigosa, visto que você será influenciado pela decisão da maioria, mesmo que não queira participar.

Prezados eleitores, busquem seus novos representantes como se estivessem contratando o mais importante assessor para suas atividades, certamente vocês não o faria sem o mínimo de cuidado e atenção. Então, por que fariam isso com seus representantes políticos?
Empresários e líderes, influenciem positivamente a sua comunidade, multipliquem conceitos de cidadania através da busca da excelência de seus colaboradores. Não aceitem, nas suas empresas e equipes, a presença do analfabetismo democrático. A mudança política é o motor da transformação do estado.

Em tempo, lembrem-se: VOTO NÃO TEM PREÇO, TEM CONSEQUÊNCIA!

Texto: Alexandre Gouveia
Cientista político, consultor, professor  e palestrante.

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