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DIOCESE
DE PATOS

Paróquia de Livramento realiza a Procissão do Encontro

Dentro da Semana Santa, também chamada de “A Grande Semana”, em muitas paróquias, especialmente no interior, realiza-se a famosa “Procissão do Encontro” entre: o Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Na Igreja de Nossa Senhora do Livramento não foi diferente. A Procissão do Encontro aconteceu nessa quarta feira ás 18:30h.

Os homens sairão da capela de Santo Antônio com a imagem de Nosso Senhor dos Passos e as mulheres saem da capela de Santa Terezinha com Nossa Senhora das Dores. Acontece então o doloroso encontro entre a Mãe e o Filho. O padre, então, proclama o célebre Sermão das Sete Palavras, que na verdade são sete frases:

  1. Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem. (Lc 23,34 a); 
    2. Hoje estarás comigo no paraíso. (Lc 23,43);
    3. Mulher eis aí o teu filho, filho eis aí a tua mãe. (Jo 19,26-27);
    4. Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?! (Mc 15,34);
    5. Tenho sede. (Jo 19,28 b);
    6. Tudo está consumado. (Jo 19,30 a);
    7. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito. (Lc 23,46 b).

A Procissão do Encontro é uma Solenidade que antecede a Semana Santa e marca o encontro das Virgem Maria com seu Filho Divino, carregando a cruz pelas ruas de Jerusalém rumo ao calvário, depois de ser flagelado, coroado de espinhos e condenado a morte por Pilatos.

É um momento de profunda reflexão sobre as dores da Mãe de Jesus, desde o seu nascimento até a morte na cruz.

O sacerdote, diante das imagens, faz uma reflexão com estas frases, chamando o povo à conversão e à penitência. O silêncio é grande, já que a imagem de Nosso Senhor dos Passos mostra-o com a cruz às costas.

A expressão dos rostos das imagens é de dor e sofrimento. Algumas imagens de Nossa Senhora das Dores mostram-na abraçada a uma espada, lembrando certamente a profecia de Simeão: “Uma espada de dor te traspassará a alma”.

ENTENDA O SENTIDO DESSE ENCONTRO:

A Santíssima Virgem Maria teve vários encontros com Jesus, mas este era preferível que não acontecesse. A Mãe, cheia de dor, vai ao encontro do FILHO que se dirige ao calvário levando às costas um pesado madeiro. Encontro que dispensa palavras, pois fala por si; encontro doloroso que deixa marcas. Sua dor é inigualável. Maria sofre mais ainda por nada poder fazer nesse instante para aliviar o sofrimento de Jesus e também o seu.

Maria renunciou a tudo, até aos direitos sobre seu filho, derivados dos vínculos de sangue. O SIM da Anunciação tinha sido a sua assinatura em branco no plano de Deus. Tinha sido a aceitação incondicional de um mistério que se revelaria a pouco e pouco – e, de casa vez, por meio de um rasgão sangrento – no decurso de sua existência.

Maria ofereceu, generosa e cândida na vontade do Pai, o seu Cristo aos homens.

Maria é, por excelência, a criatura do encontro. “Cheia de graça, foi o lugar de encontro entre Deus e a humanidade”. Na sua pessoa, o homem fugitivo foi, finalmente, alcançado por Deus, que nunca se resignara àquele afastamento.

O encontro ao longo do caminho que leva ao “Lugar da Caveira” não tem outro significado que esta comum consciência de um sacrifício ilimitado. É o último “sim”. Cristo já pode retomar seu caminho. Melhor, nem se deteve…

Nesta quarta-feira santa Maria ajuda-nos a sermos, também nós, criaturas de encontro. Convence-nos a deixar-nos alcançar por Deus a render-nos a Ele.

Pascom Paroquial

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