DIOCESE
DE PATOS

Os Pilares que caracterizam uma Pessoa Resiliente

Na minha vida profissional e religiosa tenho enveredado muito para o estudo e a compreensão de um fenômeno bastante conhecido  na Psicologia e na Pedagogia, trata-se do termo RESILIÊNCIA.

Resiliência se define como a capacidade humana para se sobrepor às adversidades, construir sobre elas e se projetar no futuro.

É importante reconhecer a resiliência como um processo dinâmico que vai se construindo gradualmente em função de relações com outros seres humanos. A pessoa está resiliente mais do que é resiliente. A aparição deste conceito implicou, especialmente para as ciências da saúde, um novo paradigma que enfatiza as forças e não as debilidades. Diante do modelo “enfermizador” se erige este paradigma que parte das forças e interpreta em cada adversidade um desafio ao qual há que se superar, com lucros para a personalidade. É por isso que este conceito é considerado como gerador das estratégias de promoção da saúde.

Estou convencida que a resiliência pode ser construída e edificada a partir do momento em que o ser humano acredita que é capaz de ressurgir das próprias  cinzas.

Na compreensão de Vanistendael: Para se tornar uma pessoa resiliente é necessário  um rol de estímulos e apoio de outro ser humano significativo, que ele intitula: “ Tutor de resiliência”.  Que pode ser um familiar, um amigo, um sacerdote, um professor…

A Psicologia  aponta  os chamados “ Pilares da Resiliência”, aqueles que provocam empatia, autonomia, humor, religiosidade e criatividade.

A lista de pilares é imensa, mas todos estes atributos têm como eixo a auto-estima, essa consciência do próprio valor intrínseco e permanente , que está enraizado na identidade própria de cada um.

Para alguns, a resiliência é uma característica de nascença. “Algumas pessoas já nascem mais resilientes, assim como outras nascem mais agressivas ou mais passivas. Elas já têm uma capacidade de se reestruturar e se transformar dependendo do desafio”, diz Rossi.
No entanto, essa capacidade pode ser aprendida em qualquer fase da vida. Além disso, resiliência não é uma característica que você possui ou não: há graus variados de como uma pessoa consegue lidar com o estresse.

“A resiliência é o resultado de fatores internos (sua subjetividade e estruturação psíquica) e externos (circunstâncias sociais, econômicas) e o produto disto é a criação de um sentido para a própria vida por meio do estabelecimento de um rumo, uma direção que perpasse os objetivos e projetos na vida de uma pessoa”, explica Nemer. Desta forma, é possível tanto aprender a ser resiliente como aumentar o grau de resiliência.

Para se tornar uma pessoa resiliente, é preciso força de vontade e trabalhar com um profissional. A terapia pode ajudar a ter maior tolerância a mudanças, a definir objetivos de vida, a ser mais otimista, a respeitar seu próprio comportamento e a fortalecer sua estrutura emocional.

Além disso, é importante contar com o apoio do grupo em que se está inserido, e com o amor das pessoas que o cerca. Como aponta Alvarez: “resiliência é uma dança bem sucedida na música da vida. Não uma dança com bailarinos solitários: ela pede parcerias, empatia, encontros. Ela fala de amor”.

Maria Joseny (Josa) – Pascom Diocesana
Imagem: google.com

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