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DIOCESE
DE PATOS

E a Festa Da Guia, para onde vai?

A Igreja Católica representada juridicamente como Diocese de Patos foi surpreendida nos últimos dias com a informação do deslocamento da parte social da tradicional  “Festa Da Guia” das imediações do Templo para o “Terreiro do Forró”.

Não me deterei em aspectos jurídicos da questão nem tampouco desejo entrar em dicotomia com  a  digna e respeitável instituição do Ministério Público, apenas expresso aqui a minha inconformidade com a forma um tanto abrupta da decisão.

Tradicionalmente a festa de setembro como ficou conhecida ao longo dos seus 225 anos sempre aconteceu ao redor do Templo dedicado a Nossa Senhora Da Guia ou nas ruas adjacentes demandando por parte da Igreja e muito mais do poder público uma reorganização do espaço já insuficiente pelo crescimento de nossas artérias, do fluxo de automóveis, do aumento da população e do desenfreado reordenamento urbano.

É bem verdade que a indignação vinda em forma de protesto pelo Excelentíssimo e Reverendíssimo Pároco da Igreja Catedral de Nossa Senhora Da Guia Pe. José Ronaldo Marques com a conclamação de todos os fiéis devotos a tomarem parte de um abaixo assinado em defesa da permanência da festa em seu lugar e um sonoro não a sua transferência deva ser encarado de forma democrática.

A pergunta que não quer calar e que a população cristã da cidade de Patos e dos 38 municípios que formam a Diocese de Patos se faz no momento dá título a este artigo: “E a Festa Da Guia, para onde vai?”.

Queremos como cristãos mas sobretudo como cidadãos dispormos do direito constitucional de participar, de sermos ouvidos, da ampla defesa, do contraditório, enfim não seremos omissos mas profeticamente bradaremos com respeito e altivez na defesa deste evento que ultrapassa as barreiras da Fé inclusive fazendo parte do calendário de eventos do estado e do município.

Somos conscientes de que a “Festa Da Guia” faz girar a roda do desenvolvimento, aquece a economia, movimenta a cultura, motiva o encontro e a confraternização entre as famílias além de cumprir seu papel social e evangelizador.

Respondamos a esta pergunta com a nossa categórica e incisiva defesa da permanência da Festa de Nossa Senhora da Guia onde ela sempre aconteceu, acontece e acontecerá aos pés de nossa excelsa padroeira.

Carlos da Silva – Pascom Paroquial

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