DIOCESE
DE PATOS

A presença da Mãe

Diz a psicologia que a primeira palavra que pronunciamos é “mãe”. Também é a última palavra que sussurramos antes de morrer. Mesmo os esclerosados, sem memória, sempre dizem assim: “quanto tempo faz que não visito minha mãe, estou com saudades dela”. Quem está diante da mãe está diante do melhor. Ela é um anjo que Deus coloca na nossa vida. Se Deus nos deu uma mãe terrena tão maravilhosa, imagine se não iria dar ao seu filho Jesus alguém tão especial como Maria.

Maria estava presente em todos os momentos da vida de Jesus. Um dia ela foi convidada para um casamento em Caná. Quando convidada, faz questão de ir, e leva Jesus consigo. Onde estão os dois, a alegria é garantida!

É essencial a presença de Maria para que Jesus realize seu 1º sinal (milagre). Não foi para festejar, mas para proporcionar festa. Não está preocupada consigo, e sim com a felicidade do casal. Quem ama fica muito mais feliz em proporcionar alegria, do que receber algo. É ela que se incomoda com a falta de vinho, símbolo da alegria, do amor, e nos ensina que sejamos atentos, e não indiferentes ou desligados diante das dificuldades dos outros. É preciso agir para recuperar a alegria da festa da vida onde ela estiver ameaçada, estar presente onde os problemas aparecem, prestar atenção, incomodar-se com o que falta na vida do irmão.

Ela não realiza o milagre, mas se incomoda, pede, intercede.  E faz isso de forma discreta, ao contrário de nós que gostamos de exibição, de aplausos, reconhecimento. Confia no seu filho. Dá-nos um mandamento: “fazei tudo o que ele vos disser”. Convida-nos a acreditar sem reservas em Jesus. O milagre acontece por sua mediação e pela colaboração dos serventes. Todos nós devemos ser servidores uns dos outros, e querermos ser “deuses” para sermos servidos, incensados por nossos trabalhos, atividade pastoral. Não esperemos que Deus aja milagrosamente em nossa vida como um mágico, e que cruzemos os braços para que tudo aconteça instantaneamente.

Maria, como mãe, se preocupa, é sensível, pede e é atendida. Sem ela não haveria festa, alegria. É preciso convidá-la para nossos matrimônios, para consagrar o amor que um dia floresceu no coração dos esposos, para proteger as famílias de tantos inimigos: divórcio, infidelidades, aborto, discórdias, relativização dos costumes, etc. É preciso convidá-la sobretudo quando o amor estiver em crise, para que este seja renovado, e que as cinzas da rotina e do tédio sejam removidas, e que todo cansaço se transforme em força e coragem, e que as palavras carinhosas não sejam trocadas por insultos ou gestos agressivos.

Em muitas famílias falta o vinho bom da compreensão, do diálogo, do afeto, do abraço restaurador, do demonstrar em gestos e palavras que o outro é importante para nós. Um dos grandes desafios para um(a) esposo(a) feliz é começar e terminar o dia elogiando o seu cônjuge. Às vezes começamos o dia xingando o outro.  No começo tudo é vinho bom, depois se torna vinagre azedo.

Não transforme sua família numa pensão, num lugar onde as pessoas só entram para comer, dormir e desfrutar de uma TV ou computador. Onde as pessoas não se respeitam, nem se suportam, onde não há calor humano, só há frio e indiferença. O contrario do amor não é o ódio, e sim a indiferença, o fazer de conta que o outro não existe, não tem nenhuma importância em sua vida. Isso é uma das principais causas do fim de muitos matrimônios: o não se sentir amado, valorizado.

Que Nossa Senhora, Mãe e Rainha das famílias, nos ajude para que nunca falte o vinho bom do amor e da alegria em nossas famílias. Que ela e seu Filho Jesus sejam nossos convidados especiais em nossos matrimônios, para que nossa vida seja sempre uma festa.

Diácono Gildenor Oliveira

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