DIOCESE
DE PATOS

A oração como resposta à vocação

Percebemos o valor da oração, da meditação, quando reparamos bem no próprio Jesus. Ele, o Filho Eterno, vivia sempre em oração, isto é, em unidade com o Pai. Nos passos de Jesus encontramos São João Maria Vianney, um santo homem, que recorria sempre à oração, entrava na oração de Jesus, se tornando cada vez mais, um discípulo de seu Mestre.

Podemos com veemência observar por meio dos seus escritos, a profundidade desse sacerdote místico, sua intimidade orante com o Senhor. Vianney não só tinha simples diálogo diante do Santíssimo Sacramento, mas mostrava-se um verdadeiro homem interior, em constante adoração “em espírito e verdade”, vivendo segundo a ação do Espírito Santo. Ele ensinava que esse caminho interior deveria ser feito por todos, não para anular um acontecimento ou mudá-lo, mas para ter Deus sempre presente na sua vida.

Seu cotidiano era marcado por inúmeras vigílias, para preparar-se, assumir e enfrentar a missão de apascentar. Muitas vezes achou-se indigno, mas sua oração, endereçada a Jesus Cristo, fortalecia sua espiritualidade e pastoral. Impressionantemente, todos os dias, desde a madrugada, antes mesmo de iniciar os seus trabalhos diários, de entrar em contato com o povo de Ars, sua oração lhe proporcionava um discernimento sério, frente à vocação escolhida e que tanto amou.

Vianney foi orientado nesse encontro pessoal com Cristo a não fazer da vida pastoral uma rotina, mas, parte de sua oração. Ao retirar-se, São João Maria Vianney despertou também a vontade do povo, ensinou o povo a encontrar-se com Jesus Cristo. Fez aquelas simples pessoas verem que através do silêncio Deus se faz presente.

Jesus muitas vezes encontrava-se com o Pai através da oração, onde dizia “o Pai e eu somos um” (Jo 10,30). Neste sentido São João zelava por esse encontro que proporciona a unidade, sendo assíduo na oração com Cristo, seja em seu momento pessoal ou junto ao povo. Ele dava ação de graças e o seu louvor, perceptível em seu semblante simples, transmitia muito bem os frutos da oração no acolhimento da ação do Espírito Santo.

Com sua vida-oração, Vianney respondeu positivamente ao chamado vocacional. E assim anunciou o imenso amor de Deus por nós revelado em seu Filho, Jesus Cristo. Quem nos chama é Deus e em nossa liberdade podemos acolher ou não à sua proposta. Lembremos do chamado a Samuel: “Veio Iahweh e ficou ali presente. Chamou, como das outras vezes: ‘Samuel! Samuel!’ E Samuel respondeu: ‘Fala, pois teu servo ouve’’”. (1Sm 3,10). Ele acolheu livremente a mensagem de Deus.

E nós, como acolhemos o “vocare” (chamamento) de Deus em nossa vida? Oxalá que possamos responder com amor e na feliz decisão. Certamente, uma vocação acertada, discernida na oração constante, é caminho para uma vida feliz.

 

   Seminarista Cláudio Oliveira | 4º Ano de Teologia | Seminário Arquidiocesano da Paraíba

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