DIOCESE
DE PATOS

Famílias conquistam água e mudança no semiárido paraibano

A chegada da água nas comunidades rurais do Semiárido brasileiro, através das tecnologias sociais que acumulam água da chuva, tem saciado não só a sede por água de beber ou produzir alimentos e criar animais. Essa água também sacia a alma sedenta que sonha com uma vida digna e uma boa convivência com o Semiárido.

O conhecimento baseado nas experiências diárias, daquilo que aprendemos juntando os nossos conhecimentos e observando o ambiente que nos cerca, é exatamente o que podemos encontrar na casa da agricultora Maria Porcina. À primeira vista, a agricultora ganha a todos com sua simpatia, e logo em seguida, nos encanta ao apresentar seu quintal produtivo (em fase inicial) e todas as experiências de convivência com o Semiárido encontradas por lá.

Maria Porcina conta que a construção da cisterna de 52 mil litros é um sonho realizado. “A vida era muito difícil antes. Andávamos quase 2 km para pegar água e agora temos no nosso quintal”, comentou.

O P1+2 possibilitou à comunidade de Poldrinhos, particularmente a família de Maria Porcina, em cuja propriedade foi construída uma cisterna-calçadão, a oportunidade de uma vida digna, reconhecendo as potencialidades do Semiárido.

A agricultora explica que com a troca de conhecimentos nas capacitações aprendeu as orientações nas capacitações aprendeu as orientações necessárias para desenvolver e cuidar da propriedade e das atividades na roça. O uso de defensivos naturais, o manejo da terra e das águas, evitando as queimadas são alguns dos aprendizados. E que já está colocando esses conhecimentos em prática.

“Já crio galinha e com a construção da cisterna-calçadão e as chuvas que caíram no último mês, a cisterna armazenou muita água. Então comprei umas sementes e fiz um canteirinho com plantação de coentro, mas pretendo fazer mais hortinhas de alface e cebolinha”, destacou Porcina.

Através de humildade e sabedoria a família prova que as possibilidades encontradas no Semiárido existem e são muitas.

A implementação de tecnologias sociais para a captação e armazenamento de água para produção de alimentos, bem como para criação de animais de pequeno porte, contribui para a transformação social, ampliando a convivência sustentável e solidária com o Semiárido.
ASDP Patos

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